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Psicologia

A obesidade é, em última análise, resultado de uma desproporção entre a entrada e a saída de energia no organismo. Entretanto, essa entrada maior de energia (maior que o necessário) é decorrente da interação e influência de vários fatores: constitucionais, ambientais, culturais, sociais, familiares, psicológicos e emocionais. Esses fatores podem agir independentemente ou interagir mutuamente.

Não é possível falar de um tipo básico de personalidade como característica de todo obeso. Entretanto, sabe-se que o excesso de peso afeta a pessoa quanto aos aspectos físicos, psíquicos e sociais. Ela trava uma batalha com a balança, podendo desenvolver quadros psicológicos como: depressões, ansiedades, aumento de compulsões e transtornos de humor. Seu convívio social pode ser afetado negativamente, pois há um sofrimento psicológico que interfere na sua forma de se relacionar com o mundo. Além do que, a sociedade cria estereótipos que vão se moldando no dia a dia dos indivíduos obesos, podendo repercutir na vida dessas pessoas, que passam a acreditar nesses estereótipos como sendo “verdades absolutas”, instaurando-se, assim, sentimentos negativos como de inferioridade, baixa autoestima, culpa, vazio, dentre outros.

Apesar da obesidade não ser vista como necessariamente associada a problema de ordem psicológica, o acompanhamento psicológico prévio de indivíduos que almejam a cirurgia bariátrica se faz importante não só para investigar tendências de comportamentos compulsivos (por trás de toda compulsão alimentar, há fatores emocionais que impulsionam ao ato obsessivo, o comer compulsivo pode estar ligado à ansiedade e depressão), mas também para verificar a estrutura emocional do paciente para lidar com as mudanças radicais produzidas pela cirurgia, pois embora a perda de peso seja considerada vital para a saúde de um obeso, ela pode provocar uma experiência estressante acompanhada de flutuações de humor. Parte desse estresse advém da necessidade de mudar os comportamentos alimentares e as atitudes referentes à ingestão alimentar, que demandam comportamentos compensatórios de autocontrole para restabelecer uma harmonia, o qual, por sua vez, mobiliza emoções difíceis de controlar e entender.

O indivíduo no processo de emagrecimento, torna-se um indivíduo em processo de desestruturação e reestruturação, tanto do seu mundo interno, ou seja, suas identificações, seus desejos, suas ambições, seus conceitos morais, como também, em relação ao seu próprio mundo exterior, pois passa a existir uma nova relação com o mundo externo real que se estabelece para a pessoa obesa a partir do processo da perda de peso.

Logo, deixar de ser obeso sempre implicará em alterações no modo de agir e em uma mudança da própria vida como um todo. Sendo assim, é fundamental considerar que no tratamento de um indivíduo obeso estamos diante de alguém que terá de se reorganizar, pois, ser obeso não é igual a não sê-lo.

É imprescindível, para a pessoa obesa, entender o papel que lhe cabe no processo de emagrecimento e assumi-lo como de sua responsabilidade, pois a manutenção da postura de delegar responsabilidades seria contraproducente ao objetivo de emagrecer. O acompanhamento psicológico poderá ajudar o paciente neste sentido também.

 

Patrícia Maurys

Psicóloga – CRP: 06/84489

 

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